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Onde sua mente está?
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Os tempos modernos tem trazido tanta novidade, tanta tecnologia, tantos avanços medicinais. Mas no meio a muitos pontos positivos, há também muitos negativos.

Nunca se viu tanta vida de aparência, tantas pessoas egoístas, tanta competição entre as pessoas.

Por mais redes sociais que hajam parece que cada dia mais nos isolamos, por mais informação que haja na ponta dos dedos, parece que menos sabemos como lidar com o outro, menos sabemos sobre nos doar.

Vivemos numa bolha! Bolha esta que nos impede de crescer.

Me tornar mãe foi tão bom, me fez enxergar que de fato eu viva numa bolha e eu nem percebia.

Me tornar mãe me tirou da bolha do EU. Aquela bolha em que somos o foco, o centro.

Meus dias giravam em torno de realizar, conquistar, e muito disso estava voltado para o que eu queria.

Sempre tive o coração voltado a ajudar pessoas, sempre fui ativa na igreja, há muitos anos escrevo neste blog visando ajudar outras pessoas e sempre tive meus olhos em Deus, mas ainda assim, não percebia o quanto de tempo que tinha pra investir no EU.

Até que ela chegou. Minha filha nasceu e foi uma mudança gigantesca.

-Ok – pensava eu – logo tudo se ajeita, logo estarei adaptada, vou tirar de letra.

Mas não foi bem assim.

Com o nascimento da Lis vieram muitas mudanças, falta de tempo até pra um tranquilo banho.

– Ok, logo ela cresce e isso passa. – Não passou!

Claro que muita coisa se ajeitou, me adaptei a tantas novidades, mas não parou aí.

E não passou exatamente porque ser mãe é uma situação permanente agora. A fases mudam, os desafios se tornam outros, porém sempre existem.

Não estou querendo dizer que ser mãe signifique se anular pra sempre em tudo, não é nada disso. Mas definitivamente me tirou pra sempre da bolha do EU.

Me preocupo com ela e cuido dela antes de minhas necessidades. Por exemplo, posso estar cansada e com muito sono, mas se ela precisar de mim estarei lá pra ela.

E nessa minha caminhada como mãe, escolhi o ser em tempo integral (sei que esse é o desejo de muita mãe e me sinto privilegiada por isso), mas voltando a minha escolha de ser mãe em tempo integral, essa foi uma escolha muito consciente.

Sinceramente é muito fácil ser mãe em tempo integral e na verdade só o ser de corpo presente. Voltando sem perceber a bolha do EU.

Mas eu decidi ir na contra mão deste mundo, afinal, foi isso mesmo que aprendemos em Romanos 12.1 que diz:

“E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.”

Sim decidi (pela graça de Deus) ser mãe em tempo integral não só de corpo presente, mas de olhar, atenção e participação real.

Olho hoje pra minha maternidade em seus pouco mais de dois anos e me vejo tão diferente de dois anos atrás.

Deus tem me tirado o foco do Eu constante e me feito enxergar a grandeza do que Ele tem pra ensinar no dia a dia no lar com criança pequena.

Os aprendizados que Ele tem pra mim agora, só posso os ter agora.

Minha filha nunca mais terá dois anos. O que tenho pra ensinar e ela a mim e o Senhor a nós nesta fase é somente nesta fase. Na próxima fase, haverá outras lições pra ensinar e aprender.

Não sei expressar o quão agradecida sou a Deus por me fazer enxergar isso desde já.

Vejo tantas mães lamentarem não terem percebido essa beleza quando seus filhos eram pequenos e demandavam tanto.

No caos do dia a dia não percebiam o presente que era ter esse caos todo. E sabe? Eu tenho visto e vivido. E transbordo de gratidão, não apenas por poder estar aqui, mas por perceber a beleza no meio do caos que alguns dias podem trazer.

Ser mãe demanda muito, vivo num mundo lúdico todos os dias, é atenção, é cuidado, é carinho, é correção, são risadas e lágrimas. Mas sabe, eu não trocaria esse tempo por nenhum outro neste mundo.

Eu sei que essa fase de cuidado exclusivo vai passar, e eu terei a certeza de ter oferecido o melhor.

E meu desejo e oração é pra que as mães dessa nova geração, enfim, perceba isso.

Esse tempo precioso que temos hoje com nossas crianças, esse tempo pra acolher, abraçar, ensinar e corrigir em amor.

Não percamos tempo pensando em como vai ser bom quando nossos filhos crescerem e não nos derem mais tanto trabalho.

Quantos pais choram por não terem plantado em seus filhos boas sementes quando eles, os filhos, estavam totalmente disponíveis para serem ensinados pelos pais.

Sei que muitas mães precisam trabalhar. Entendo isso! Mas gostaria que este meu texto te fizesse abrir os olhos sobre o tempo que passa com seus filhos. Sobre como passa esse tempo. Esse tempo nunca mais vai voltar!

Aproveite o melhor possível desse tempo com seus pequenos. Olhe nos olhos, abrace, ensine, corrija.

O mundo feminista tem nos levado a olhar pra maternidade com descaso, quando Deus quer nos ensinar tanto através dela. O feminismo levanta a bandeira de que as mulheres precisam olhar mais pra elas e conquistar o mundo lá fora, quando Deus deseja nos lapidar no seio familiar.

Ao que daremos ouvidos? A Deus ou aos modismos que nos levam na contra mão da vontade do Pai?

Deus quer nos tirar da bolha do egocentrismo. Assim chegaremos cada vez mais perto do propósito para o qual nos fez.

Que o Senhor continue a falar contigo.

Até a próxima.

 

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Denise Angeli
Denise Angeli
Sou cristã, casada e mãe de uma menina. Formada em Gestão de Recursos Humanos e líder do Ministério Adorai. Amante da arte, pratico algumas delas: Escrevo música e poesia, canto, fotógrafa e estudante de flauta transversal. E fui bailarina. Gosto de trabalhar para ajudar as pessoas. Tenho um objetivo que sigo sem descanso: Ser melhor a cada dia. Amo ler a Bíblia e vivo minha fé. Nem sempre falo dela diretamente, mas as coisas que falo e faço tem este fundamento.

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