Onde sua mente está?
05/11/2019

Revelações da quarentena

Os últimos meses tem me trazido uma série de reflexões que acho válido compartilhar.

Estamos passando pela pandemia (todos sabemos bem disso) e algo tem se mostrado ainda mais visível em nossos dias. As pessoas desaprenderam a viver em família.

As pessoas estavam acostumadas a se verem por umas poucas horas no fim do dia, casais que trabalham o dia todo, crianças que estudam e tem atividades extra curriculares o tempo inteiro e no máximo uma refeição em família, quando se tinha isso.

É triste ver em tantos perfis nas redes sociais as pessoas lamentando ter que estar com a família o tempo todo, enquanto poderia ser visto como uma das coisas boas desta quarentena.

Temos a oportunidade de conhecer melhor nossos filhos, marido, esposa, pais e irmãos. Temos a benção de passar mais tempo na companhia uns dos outros. Não estou confinada em casa com pessoas que não conheço ou das quais não gosto. Não, estou em casa com a minha família, as pessoas que mais amo.

É claro que a rotina de todos está diferente, que temos crianças estudando enquanto pais trabalham e isso tudo num mesmo lugar, é claro que leva um tempo para ajustar e se adaptar a essa realidade, mas daí a ver um problema em estar juntos, é outra coisa.

É tempo de as pessoas olharem mais nos olhos e doar mais de si. Ter família é esse exercício diário, a doação. É tempo de fazer mais pelos nossos, de mortificar nosso eu egoísta e se doar mais de nós mesmos.

Podemos encarar a quarentena com pesar ou com gratidão.

Não sei vocês, mas eu sinceramente sentirei saudade de ver meu marido ocupando a mesa o dia todo, e de ter que improvisar com a rotina da Lis para manter tudo funcionando bem. Sentirei saudade de interromper o trabalho do marido para fazer um carinho em sua cabeça ou ao levar um cafezinho e dizer que o amo.

Quando tudo passar e a rotina retomar sentirei saudade de correr com o almoço porque o marido terá reuniões na sequência e não pode atrasar uns minutinhos. Ou de manter a criança sem correr pra não atrapalhar o trabalho do papai que exige foco.

Não que esteja fácil todas as mudanças de rotina dos últimos 2 meses, mas as coisas que valem a pena nem sempre são fáceis, normalmente não são, porém valem o empenho. Vale achar o novo “normal”, vale flexibilizar.

Falando por mim, eu amo rotina bem definida, horários certos para cada coisa, eu particularmente funciono muito bem assim, minha filha nasceu e tem crescido com rotina bem definida e isso é ótimo para ela, mas nessa quarentena nós precisamos flexibilizar alguns pontos, assim como o marido também teve que se adaptar a essa realidade atual.

Para que fazer disso um problema?

Quando tudo passar a gente retoma a rotina, sabendo que fez o melhor quando não foi possível o perfeito.

Não é preciso tanta reclamação, tantos lamentos, tantas “pedras” atiradas uns contra os outros. Podemos exercer mais o amor que sentimos por nossa família, nos doando mais, perdoando mais, relevando mais. É tempo de semear mais em nossos lares.

Essa quarentena tem trazido à tona muito do que estava escondido em algum canto dentro de nós. Podemos deixar Cristo tratar nosso coração e mente, que Ele nos revele onde temos que melhorar que Ele nos corrija.

Eu sei que há preocupações com as questões da saúde e da economia do país, mas de quê adianta olhar para as preocupações? Nossa melhor opção é levar ao Senhor nossas inquietações quanto ao dia futuro, confiando que o Senhor está no controle de todas as coisas e que Ele tem cuidado de nós.

“Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças.” Filipenses 4.6

Que nosso coração seja capaz de agradecer por termos a família envolta da mesa a cada refeição. De termos o sustento e o aconchego da vida em família. De termos a benção de enxergar nossas mazelas e sermos corrigidos em amor pelo nosso Pai.

Que nós hoje nos arrependamos de nossa falta de tolerância uns com os outros, de nosso egoísmo, de nossa falta de gratidão a Deus. Que tomemos nova postura diante do que estamos vivendo.

Que Cristo continue falando ao nosso coração.

Até a próxima.

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Denise Angeli
Denise Angeli
Sou cristã, casada e mamãe da Lisinha. Formada em Gestão de Recursos Humanos. Uma amante da arte, da linguagem e da educação. Ao lado de meu marido pastoreamos a Igreja Ágape Sede, onde atuo como líder do Ministério Adorai e Ministério infantil. Gosto de trabalhar para ajudar as pessoas. Tenho um objetivo que sigo sem descanso: Ser melhor a cada dia. Amo ler a Bíblia e vivo minha fé. Nem sempre falo dela diretamente, mas as coisas que falo e faço tem este fundamento.

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