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O tempo para o ministério

Já parou pra pensar que quando Jesus veio a este mundo ele só exerceu 3 anos de ministério?

Porque será? Porque não iniciou logo quando criança ou adolescente? Ok, ele era de menor!
Mas porque não iniciou seu ministério ao chegar à maioridade por exemplo?

Porque só aos 30 anos iniciou seu ministério se só viver neste mundo até os 33?

Talvez nunca tenhamos parado pra pensar nisso, mas quero que paremos um momento pra meditar acerca do nosso ministério, pensando um pouco no exemplo de Jesus.

Não, eu não estou dizendo que tenhamos que exercer nosso ministério só por 3 anos, ou só a partir dos 30 anos de idade, não é nada disso, hein.

Vamos analisar por um momento…

Jesus viveu 33 anos neste mundo, mas seu ministério durou apenas 3.

Com certeza ele deu bom exemplo durante toda a sua vida, mas esteve trabalhando em seu ministério apenas por 3 anos.

Mesmo sendo Deus, designou um tempo pra exercer seu ministério neste mundo. E como em tudo nos deixou seu exemplo.

O que podemos aprender com isto?

Nós exercemos nosso ministério por muitos anos e graças a Deus que esta oportunidade! Mas também podemos aprender com o exemplo de Cristo que há fases em nossa vida em que precisamos diminuir o ritmo. Isso mesmo, há momentos em que é preciso desacelerar.

Isso muitas vezes tem sido visto com maus olhos pelos próprios cristãos, como se quem desacelerasse por motivo real estivesse traindo a igreja do Senhor.

Em cada etapa da nossa vida nossa disponibilidade para o exercício do ministério se difere.

Quando se é solteira, se tem a disponibilidade quase que integral, desde que aprovada pelos pais ou responsáveis. Não há nada que impeça seu pleno empenho e dedicação de tempo.

Quando se casa, a mulher tem como prioridade cuidar do lar. Mas ainda assim há muito espaço para o trabalho na igreja, ainda mais se o marido também é cristão e apoia a esposa em tais atividades.

Mas quando se é mãe, as coisas mudam um pouco. Não que ser mãe vá nos afastar de exercer nosso ministério, mas exige uma redução de tempo investido. Falo especificamente no caso de mães de crianças pequenas.

Á medida que os anos passam, e os filhos crescem, a mulher que é mãe verá espaço pra atividades ministeriais como antes.

O mesmo pode se dizer do homem que é pai, mas de forma menos intensa. Conforme ele se torna pai, e sendo de criança pequena é natural que o ritmo em atividades na igreja diminua por um período.

Precisamos entender que a família é nosso maior ministério, e nossa maior responsabilidade diante de Deus.

Seriamos negligentes se colocássemos nossas atividades na igreja acima do nosso cuidado com o marido e filhos, especialmente nos primeiros anos de vida dos filhos.

Negligenciar a família em nome de ministérios da igreja seria dizer que a igreja é mais importante que seu lar. Será que Deus se agradaria de tal atitude?

Afinal, o que Deus fez primeiro a igreja ou a família? E a igreja é constituída de quê, se não de famílias?

Por mais que eu ame participar de tudo na igreja, entendo que neste momento meu tempo deve ser dedicado ao lar, a minha família, a minha bebezinha.

Claro que isso não significa que deixe de ir à igreja, mas me leva a não participar ativamente de ensaios, organização de eventos e a participar de novos projetos.

Quando minha pequena estiver mais crescida e não depender de tantos cuidados tornarei a ser ativa como sempre amei ser, mas este momento pede outra coisa.

Jesus mesmo não exerceu seu ministério durante todo o período em que esteve neste mundo.

E eu creio que tenha sido assim pra que entendêssemos que até para exercer o ministério há um tempo. Como vemos lá no livro de Eclesiastes 3.1:

“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.”

Jesus viveu 33 anos neste mundo e foi perfeito em tudo, mas trabalhou em seu ministério por 3 anos e estes lhe foram suficientes pra cumprir seu propósito aqui.

Não se culpe se neste momento o fato de ter filhos pequenos te impede de trabalhar na igreja como antes, essa fase com crianças pequenas vai passar, você terá a oportunidade de voltar à ativa e não haverá espaço pra arrependimentos, como vejo tantas mães e pais que negligenciaram a fase que deveriam se dedicar ao lar ter. Falarei sobre isso em outro artigo.

Também não cobre demais de quem trabalhava arduamente na igreja, mas mudando de fase de vida precisou diminuir o ritmo ou até dar uma pausa.

Deus respeita essas fases da nossa vida e Ele mesmo as aprova. Tanto é que acabamos de ler em Eclesiastes que pra tudo há um tempo debaixo do céu.

Se Ele sendo Deus aprova, por que fazemos tanto auê?

A maternidade não vem pra nos tirar nada, apenas nos traz nova fase, nova missão, sem que isso nos impeça de no futuro retomar o que antes fazíamos com tanto amor.

Que a maternidade seja exercida com mais amor ainda, pois nossa família é e sempre será nosso maior ministério enquanto vivermos neste mundo.

Até a próxima.





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Denise Angeli
Denise Angeli
Sou cristã, casada e mãe de uma menina. Formada em Gestão de Recursos Humanos e líder do Ministério Adorai. Amante da arte, pratico algumas delas: Escrevo música e poesia, canto, fotógrafa e estudante de flauta transversal. E fui bailarina. Gosto de trabalhar para ajudar as pessoas. Tenho um objetivo que sigo sem descanso: Ser melhor a cada dia. Amo ler a Bíblia e vivo minha fé. Nem sempre falo dela diretamente, mas as coisas que falo e faço tem este fundamento.

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