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Hoje o meu papo é com você que é mãe. Mas serve também pra você que será mãe um dia.

É verdade que ainda não sou mãe, mas me sinto com um coração de mãe. E independente de eu ter um filho um dia ou não, essa essência está dentro de mim. Sou do tipo que tem alegria em cuidar e em se doar.

Mas não é pra falar de mim que estou aqui hoje. Quero falar com você que é mãe.

E já vamos deixando claro que este artigo não está sendo escrito em tom de acusação, por isso, você não precisa começar a formular aí na sua cabeça uma lista de justificativas, nem precisa ficar na defensiva. Meu objetivo é o de nos fazer pensar e até repensar nossos comportamentos afim de melhorar.

Apesar de eu não ser mãe ainda, sou filha, e além disso sou uma pessoa bastante observadora. E como observadora aprendo muito com o que acontece ao meu redor, mas também percebo coisas que poderiam ser melhores. Por isso, as questões trazidas neste artigo vieram depois de um tempo de reflexão no assunto.

Preciso começar dizendo que acredito que toda mãe tenha o desejo de ser uma boa mãe. E que por mais que cada uma tenha se tornado mãe por diferentes motivos, todas devem amar seus filhos. É neste pressuposto que escrevo.

Não importa se seu filho foi muito aguardado, ou se veio de surpresa, se chegou num tempo tranquilo ou no meio da correria, se chegou quando você era ainda bem jovem ou numa idade um pouco mais avançada, independente dos casos você continua sendo mãe. E como mãe tem um papel muito importante na vida do seu filho ou filha.

O papel de educar, de cuidar, de ensinar e de influenciar esse indivíduo enquanto ele ou ela estiver em formação, mas infelizmente vemos mães que não tem assumido esse papel como é preciso.
Muitas mães deixam a educação a cargo da escola.

Calma, eu compreendo que muitas mães precisam trabalhar e ajudar o marido nas finanças e que outras mães sustentam seus filhos sozinhas, mas ainda assim não se pode colocar de lado o seu papel na formação dessa pessoinha.

Ainda que não tenha aquele tempo pra passar com os filhos, que os que tem sejam de qualidade. Não adianta nada também estar o dia todo com as crianças em casa e não dedicar tempo a elas, deixando-as o dia todo na frente da tv, videogame ou do computador.

As crianças precisam da mãe, do carinho, da atenção, da conversa e dos limites também. É claro que a presença do pai é importante, e indispensável, mas hoje não vamos nos focar nos pais. Nosso papo é com as mães, certo?

Vemos pra todo lado crianças cada vez mais mal criadas, respondonas, mimadas, crianças que não tem limites, que batem o pé e até rolam no chão pra conseguirem o que querem, fazendo a mãe passar vergonha, isso acontece porque não recebem limites.

Muitas dessas “ceninhas” que as crianças fazem é um “grito” delas pra tentar chamar a atenção dos pais que muitas vezes estão em um dos extremos, ou fazem todas as vontades da criança fazendo-a acreditar que manda nos pais e que pode tudo; ou os pais dedicam pouco ou nada de tempo e a criança que se sente invisível, usa de escândalos pra chamar atenção e ser notada.

As crianças, mesmo tão pequenas já andam tão carentes emocionalmente. São tão pequenas e já com lacunas tão grandes. Que se não for feito nada pra mudar isso, se tornarão em adultos inseguros e cheios de traumas e complexos.

Use o tempo que você tem com as suas crianças como um tempo realmente com elas. Não só de corpo presente, mas de atenção. Observação e cuidado, limites, regras, etc.

Dê ouvidos ao que elas tem a dizer, ouça sobre seus questionamentos, suas rotinas, sobre seus sentimentos. Elas precisam ter confiança especialmente na mãe pra contar sobre os seus problemas, que por mais que pra nós pareçam coisas pequenas e bobas, pra elas não são.

E como elas amam quando as ouvimos, compreendemos, consolamos e até quando damos uma bronca ou castigo. Elas estão sendo notadas e amadas; e elas sentem isso.

No futuro, estes mesmos filhos, serão motivo de orgulho e honra ou de vergonha e desonra, mas muito deste resultado se dará pelo investimento feito enquanto elas eram crianças.

E não estou me referindo ao investimento nas melhores e mais caras escolas, ou roupas, ou passeios. Mas ao tempo que tinham em família, dos valores recebidos, do amor que viveu quando sua personalidade e caráter eram formados.

Confesso que minhas melhores lembranças estão contidas no tempo da infância, correndo no quintal da casa da vó, onde sempre me sentia segura, depois um belo culto doméstico em família, onde até nós, as crianças, tínhamos espaço pra nos expressar e éramos tão amadas.

Eu me sentia acolhida e me sentia no melhor lugar do mundo. Minhas roupas não eram de marca, minha escola era pública, e mesmo não tendo uma família perfeita eu era absolutamente feliz.

O que sou, e as escolhas que fiz ao longo da minha vida tiveram raiz lá atrás.

Nós precisamos voltar a olhar para as nossas crianças com mais atenção. Não permitindo mais que os nossos afazeres ou as distrações roubem delas o que elas merecem receber de nós.

Que sejamos mães mais conscientes e mais presentes. A sociedade futura agradece. Porque assim teremos adultos mais bem resolvidos, mais decididos, e mais influenciadores do meio.

Escrevo a você que é mãe, com o grande desejo de ver filhos mais felizes no presente e no futuro também!

Até a próxima.

PS: A foto de hoje é de uma amiga muito querida, Cibele, com sua linda filhinha Isabella. Duas pessoas muito amadas.

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Denise Angeli
Denise Angeli
Sou cristã, casada e mãe de uma menina. Formada em Gestão de Recursos Humanos e líder do Ministério Adorai. Amante da arte, pratico algumas delas: Escrevo música e poesia, canto, fotógrafa e estudante de flauta transversal. E fui bailarina. Gosto de trabalhar para ajudar as pessoas. Tenho um objetivo que sigo sem descanso: Ser melhor a cada dia. Amo ler a Bíblia e vivo minha fé. Nem sempre falo dela diretamente, mas as coisas que falo e faço tem este fundamento.

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