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Ninguém soube desse nosso (meu e de meu marido) desejo e decisão de ter um bebê, a ninguém contamos intencionalmente. Nem todos precisam saber desse tipo de decisão, esse tipo de coisa cabe ao casal decidir.

Há quem goste de compartilhar esse tipo de coisa, mas nós optamos por manter tudo a dois somente.

Não queria enfrentar as opiniões, palpites e/ou pressões. Ainda mais com meu caso já delicado demais pra ainda ter que lidar com as pessoas. Pra quem não sabe sou portadora de endometriose, a maior causa de infertilidade feminina. (Meus relatos sobre a doença você confere clicando aqui.)

Não havia espaço pra cobranças ou perguntas constantes sobre o assunto. Decidimos nos poupar ao máximo e essa foi uma decisão muito assertiva.

A espera pelo positivo em qualquer caso muitas vezes é um período tenso. Ainda mais diante de negativo atrás de negativo.

Quando desejamos tanto a maternidade, nossa mente começa a nos enganar e a gente vive achando que está com os sintomas da gravidez.

Qualquer enjoo, dor de cabeça, tontura, é motivo pra se perguntar: -Será que agora estou gravida?

Esperar pra comprar o teste de farmácia, esperar até a urina da manhã, parece torturante… Mas o mais doloroso é esperar e ver um único risco no teste, significando NEGATIVO.

A cada negativo, lágrimas, tristeza, luto. Sim, luto. Não um luto de dias e semanas, mas um luto de um dia.

Cada vez que encontrávamos um Negativo, nosso semblante caia, nos entristecíamos e vivíamos a dor no dia.

No dia seguinte, bola pra frente, vamos continuar firmes em nossa luta. Nosso(a) bebê chegará!

Eu seria hipócrita se dissesse que respirava fundo e ficava tudo bem. Não! Acho que até os momentos de tristeza tem seu papel em nossa vida e é bom deixar que a dor seja colocada pra fora, seja por lágrimas, por desabafo…

Nenhuma vez me reprimi, nem me achei a super mulher. Ficava triste mesmo e chorava junto de meu marido.

Mas não me deixava afundar em pessimismo. No dia seguinte ao NEGATIVO, me recuperava e seguia confiante que o Senhor traria a existência no tempo ideal.

Não ter contado pra ninguém foi muito bom pra nós. Evitamos perguntas desnecessárias que poderiam causar ainda mais dor, sofrimento e ansiedade.

E convenhamos, a ansiedade pode ser uma grande inimiga, nos colocando ainda mais longe da realização. Por isso, se você também está buscando engravidar entenda que precisará achar o seu modo de colocar a ansiedade pra fora do jogo, ou ela poderá te atrapalhar adiando seu sonho.

Mas sobre o ponto de contar pra alguém sobre seu desejo, é algo muito pessoal. Junto de seu marido, decidam se querem compartilhar com alguém ou manter isso só entre vocês.

Pode ser que pra você seja bacana dividir isso, apenas aconselho a fazer isso com pessoas de confiança que te apoiarão e não te pressionarão pra ter um positivo com pressa, até porque isso não depende exclusivamente de nós.

E pra você que, como eu, sofre de endometriose, posso dizer que guardar esse desejo a dois me poupou dores e pressões que poderiam me ferir e me entristecer.

Pra nós (meu marido e eu) foi uma decisão sábia!

A pessoa mais importante a saber e fazer parte dessa luta é o Senhor. Homens não podem fazer muito, mas Deus, não só pode, como ama que O incluamos em nossos desejos e sonhos.

Decidir ser mãe e pai é uma grande decisão, e nós podemos dividir isso com as pessoas ou não. Que a decisão seja tomada a dois, conscientes de que decidindo compartilhar ou não, isso deve ser feito em harmonia pelo casal.

Que a espera seja o mais leve tranquila, pra que o sonho chegue com leveza também.

No próximo capítulo contarei sobre estratégias que usei pra não ficar ansiosa demais com a espera do positivo. Não perca!

Até mais.





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Denise Angeli
Denise Angeli
Sou cristã, casada e mãe de uma menina. Formada em Gestão de Recursos Humanos e líder do Ministério Adorai. Amante da arte, pratico algumas delas: Escrevo música e poesia, canto, fotógrafa e estudante de flauta transversal. E fui bailarina. Gosto de trabalhar para ajudar as pessoas. Tenho um objetivo que sigo sem descanso: Ser melhor a cada dia. Amo ler a Bíblia e vivo minha fé. Nem sempre falo dela diretamente, mas as coisas que falo e faço tem este fundamento.

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